domingo, 27 de abril de 2008

Assombramento…



Sinto um enorme aperto no peito, gostava muito perceber porque é que a vontade de amar e ser amada me consome o peito com uma ânsia tal que chega mesmo a doer. Gostava muito de aprender a viver com a solidão e de aprender a amar tudo de bom que a vida me tem dado. Não consigo, quero mais, quero dar e receber algo incondicional, sem limites. Quero algo que me encha os olhos e o peito, sentir que o que dou é único e que quem recebe respira cada gesto, cada momento e o faça tão ou mais feliz do que eu. Quero muito deixar o passado para trás e que a dor que um dia senti, não serviu para mais nada a não ser para crescer e perceber o que realmente é importante. O momento que vivi fez-me pensar que talvez o erro fosse meu, que fosse eu que não soubesse amar, mas o tempo mostrou-me que o erro é apenas o de não saber amar sozinha, não gosto de nada pela metade e gosto de sentir que sou especial. Mas quem não gosta? Quem não quer ser amado acima de tudo e de qualquer coisa? Talvez ainda não tenha chegado o meu momento, e apenas me dói saber que nesta sociedade egoísta e solitária possa nunca vir a sentir aquilo que busco. A acreditar numa vida eterna e num céu repleto de paz e amor, um dia uma estrela cuidará de mim com tal brilho e intensidade que me sentirei finalmente amada e em paz por ter alcançado esse momento mágico.

1 comentário:

Ricardo Cabral disse...

Oi.
Pelos vistos vou ser o primeiro a ter a honra de comentar no teu blog! :)
Acredito que esta mensagem que transmites, já toda a gente sentiu, certamente. Todos nós, decerto, já sentimos que amámos demais, ou que, quando algo corre mal, tendemos a culpar-nos. Mas, isso só acontece, porque realmente amamos! E, por vezes, a pessoa amada não corresponde, não merece, não está preparada para ser amada... A única coisa que eu acho, é que o amor, e a vontade de amar, está onde menos esperas... E, sobretudo, é algo que se vai construindo com o tempo, a dois. Sim, a dois, porque para a amar, são precisos dois (ou mais, mas não vamos entrar por aí ;) ). Resumindo, o amor é como um barco com dois remos. O remam os dois para o mesmo lado, ou não se chega a lado nenhum.
Beijinho.
Ricardo