quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A primeira coisa a fazer :)

O gesto mais bonito e saboroso do mundo!
Será a primeira coisa a fazer já daqui a pouco... Sentir o teu cheiro, o teu corpo, o teu olhar, o te abraço. E como é bom abraçar-te...
Até já!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Façam favor de ir votar


Sim porque se há coisa que me irrita é eu ter sido enviada para fora da minha área de residência e como cidadã portuguesa, com direitos e deveres, não poder votar de outra forma a não ser ter que fazer 700km para tal. Este governo que tanto se orgulha das tecnologias ainda não arranjou uma maneira de as pessoas poderem votar à distância.

Aguardo por progressos e boas notícias!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu e Tu

Dois!

Eu e Tu, num ser indispensável!
Como Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo, — em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia...


Como a onda e o vento, a Lua e a noite, o orvalho e a selva
— O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva
— Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!


Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
— Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo,


Como partes dum todo, em amplexos supremos
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama...


António Feijó, in 'Sol de Inverno'




Não sendo nós um Devaneio meu mas algo real e porque me iluminas o rosto como Sol de Inverno te dedico este texto de António Feijó.

Como tu dizes, "Haja Alegria" e brindemos toda a vida pelas melhores razões ;)

A tentar aceitar....


Aceita o Universo


Aceita o universo

Como to deram os deuses.

Se os deuses te quisessem dar outro

Ter-to-iam dado.


Se há outras matérias e outros mundos

Haja.


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

Heterónimo de Fernando Pessoa

Para a minha Maria com saudades


Para Sempre


Por que Deus permite que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça, é eternidade.

Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei:

Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. (E como me sinto pequenina por vezes...)


Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'

Perdi os Meus Fantásticos Castelos


Perdi meus fantásticos castelos

Como névoa distante que se esfuma...

Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:

Quebrei as minhas lanças uma a uma!


Perdi minhas galeras entre os gelos

Que se afundaram sobre um mar de bruma...

- Tantos escolhos! Quem podia vê-los?

– Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!


Perdi a minha taça, o meu anel,

A minha cota de aço, o meu corcel,

Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...


Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...

Sobre o meu coração pesam montanhas...

Olho assombrada as minhas mãos vazias...


Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Foto: Da minha estrela :)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Já começo a aprender coisas novas

Chegada a Sul começo obviamente a ouvir as histórias das terras conhecer os seus ditos, saberes e sabores. Até que ouço esta expressão muito engraçada que na minha terra tem outro significado menos interessante.



Piteira
«(...) Servem as piteiras no Algarve para formar os vallados das fazendas quasi geralmente: há dellas grande quantidade. (...) He bem curioso o relatório que faz o celebre Francisco Fernandes, medico de Filipe II, dos usos para que a piteira serve na America aos Indios."Com ella entrincheirão elles as suas habitações formando cercas impenetráveis: os talos, ou tiges, servem de vigas, as folhas de telhas; destas tirão fios com que fazem tecidos, e huma espécie de calçado; e das raizes os tirão para fazer sogas fortes; os grandes picos, em que acabão as folhas lhes servem de pregos, agilhões, alfinetes, agulhas, e ainda de uma espécie de armas de que usão nos combates: também formão com eles sedeiras para sedar as fibras de que tecem os pannos. Cortão as pontas das folhas tenras nas plantas não muito grandes e que estão viçosas, e dellas corre em muita abundancia hum licor que tem por medicinal para varias enfermidades; evaporando um pouco ao lume esse licôr este licôr se concentra, torna doce, e forma hum arrobe de que se faz assucar; juntando ao dicto licôr huma porção de água, e cascas e flor de laranja, limão e outras, e deixando-o fermentar se faz vinho a que chamam Pulque, de que muito gostão, e com que se embriagão; do mesmo licôr se faz vinagre. Comem assados debaixo da terra os pedaços mais grossos das folhas, e o sumo dellas he muito efficaz para curar as feridas recentes e ulceras. As folhas assadas curão as convulsões, sendo applicadas à parte afecta; e mitigão a dor, principalmente se se bebe o sumo quente; porém embotão os sentidos e entorpecem."»in LOPES, João Baptista da Silva, Corografia ou memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve, Academia Real das Ciências de Lisboa, 1841 (edição facsimilada da Algarve em Foco Editora, 1988), p. 150
Publicada por manueladlramos em 22.8.06



Mas afinal o que é o "Pau de Pita" ou a "Piteira" , são uns belos catos que se transformam naquelas árvores engraçadas que começamos a ver do centro para baixo em algumas falésias, mas que imperam aqui pelos Algarves.



Eu vou vos dando uma novidades destes locais, para a semana irei poder dar-vos uns clicks mais coloridos do Algarve :)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os nossos cliques


Desde o primeiro click que esta prática tem feito parte da nossa história. Fico ansiosa a aguardar que os façamos por cá.


Tenho que publicar estes nossos postais que marcam a beleza destes meses, ao contrário dos outros anos que no verão descrevo as sensações que os livros me provocam, hoje publico alguns dos nossos belos momentos.


Quero clicar sem parar! Aqui ou em qualquer lugar, como já sabes são estes nossos cliques que nos fazem sonhar, continuar e apaixonar!

O maior dos devaneios - Parte II


Chegada a terras Algarvias eis que me deparo com o turbilhão dos meus pensamentos!
Como é estranho o silêncio, a falta do que nos é importante.
Passamos a vida a querer atingir a estabilidade, a querer ser bem sucedidos no trabalho e quando aparece voltamos a colocar tudo em questão.
Só me resta mesmo acreditar que tudo tem um motivo e que precisava mesmo vir até aqui para crescer mais um pouco.
O que me trará o Sul?!
Quero energia para aguentar, para ver o caminho certo.
Como me ensinou o Gui verbalizarei com todas as minhas forças o que mais quero e eu já descobri…