segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Educação é única forma de acabar com a ignorância que ameaça a democracia
Partilho aqui com vocês este documento do site Educare e o qual evidencio aqui os principais pontos que deviamos todos reflectir e principalmente agir.
O filósofo espanhol Fernando Savater defende que a educação, entendida como educação cívica, é a única forma de terminar com a "ignorância" que impede os cidadãos de contribuírem para a democracia e ajudarem a melhorá-la.
Na conferência "Questões-Chave da Educação", organizada na segunda-feira pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), na Universidade do Algarve, em Faro, Savater explicou que a educação cívica "não se refere à instrução básica ou à mera preparação para realizar tarefas laborais em qualquer campo, por mais que seja essencial a aquisição de tais conhecimentos e aptidões", mas está relacionada com o sistema democrático.
No âmbito do ciclo de conferências promovido pela FFMS, Fernando Savater também intervém hoje num encontro sobre "O Valor de Educar", na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A "ignorância" que o filósofo teme é "a incapacidade de expressar exigências sociais inteligíveis para a comunidade ou entender as exigências formuladas por outros" /*Aqui sinceramente já me parece ser um dos actuais e graves problemas na nossa sociedade*/.
"Este tipo de ignorantes, todos eles com direito de voto, opor-se-ão provavelmente às reformas necessárias que envolvem algum sacrifício e apoiarão os demagogos que lhes prometem paraísos gratuitos ou a vingança brutal das suas frustrações à custa de qualquer bode expiatório", acrescentou. /*MEDO JÁ PAIRA NO AR*/
Fernando Savater frisou que o grande problema da democracia é "a predominância generalizada da maré de ignorância" e a educação cívica é única melhor forma de a combater. /*A insistirem num ensino que não priveligie unica e exclusivamente a méritocracia não vamos lá*/
"Na democracia, toda a educação cívica é uma escola de príncipes, embora destinada a formar príncipes que, paradoxalmente, devem saber-se interpares e não acima deles", afirmou.
O filósofo e professor jubilado da Universidade Complutense de Madrid defende, por isso, que a educação cívica deve "formar governantes e legisladores para evitar, nas nossas sociedades, a influência letal dos ignorantes, cujo predomínio é alarmante".
"Nas nossas sociedades pluralistas, a questão da educação cívica está directamente ligada ao tema da tolerância. Não há educação cívica que não fomente a tolerância democrática", afirmou, sublinhando que "devemos educar para prevenir tanto o fanatismo como o relativismo".
Savater considerou que o "fanático é aquele que não suporta viver com os que pensam de forma diferente por medo de descobrir que também ele não está seguro daquilo em que diz acreditar".
O ciclo de conferências promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos visa fomentar a vinda a Portugal de especialistas internacionais, contribuir para a difusão no nosso país de estudos recentes de fundamentação científica e proporcionar o debate entre especialistas, professores, pais e todos os interessados no problema da educação.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Ora aqui está a matemática mais uma vez!
Recebi este email e não resisti a partilhá-lo com vocês.
Nunca me havia dado ao trabalho de fazer contas mas heis que a matemática não falha.
Aqui fica então a informação que recebi por email:
Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês.
Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.
Perguntarão porquê.
Respondo: Porque o 13º mês não existe.
O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.
Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.
€ 700*12 = € 8.400,00
Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.
€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00
€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)
O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.
Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo:
Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.
€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)
O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.
€ 700,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00
O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês. Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?
A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.
A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.
No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.
Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.
Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês.
O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.
Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.
sábado, 9 de outubro de 2010
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