sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os larápios e os actuais falsos governantes

Enquanto não se vir neste país estes fulanos todos julgados escusamos de ter qualquer tipo de esperança. Porque até pode melhorar momentaneamente mas logo a seguir vem outros criminosos arruinar tudo de novo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Magia maior

Apesar de não me faltarem motivos para escrever tenho estado tão inebriada a viver cada segundo que a vontade de vir até ao computador é muito pouca.
A todas que possam estar a pensar no assunto só posso aconselhar vivamente, pois não há magia maior. E Não só não há magia maior como cresce o encanto a cada nova descoberta.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Escrita Criativa - Campeonato Nacional

É com orgulho que apresento aqui o texto escrito pela minha amiga Ju, que no Campeonato Nacional de Escrita Criativa, tinha o desafio de pegar num poema e a partir do último verso construir um texto que podia ou não ser poesia.

Parabéns pelo prémio!


9ª Edição: 3ª Jornada - Texto Vencedor


por Joana Lisboa


Frente a frente

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!

        Eugénio de Andrade



E é tão pouco!


O espaço que fica entre mim e o vazio,
que enregela a mão o vento e o próprio frio.
O presente perdido entre o ontem e o infinito
provocando saudade no sonho que imito.
E é tão pouca
a vida que me pertence,
que se descola do mundo e se arrepende
nos passos precisos dos dias
escoados por horas gastas polidas…
E é tão pouco
o gosto que se sente
no dia que corre para um futuro que é sempre presente
e que mente.
E é tão pouco
o alcance da nossa visão
que não ultrapassa onde toca a nossa mão
encerrada que tenta agarrar
fazendo força, a luz do luar.
Tão pouca
a saliva que ficou dos teus beijos
diluída em sabão e bocejos.
a carne que te dei
presa agora a mim por um nem sei
e é tão pouco
o chão que me prende
o céu que me cobre
o ar que respiro
como a riqueza de um pobre
como a lucidez de um louco
como a tinta de um livro
mais que quase nada um pouco
e como esse pouco é tanto
com esse pouco me fico.