Novo ano começa e pelos vistos a colocar as garras de fora.
Ora se é ano zero parece-me que é ano de balanço!
Ao longo destes anos preparei-me para ser profissional, executar o que gosto com profissionalismo e investi não só financeiramente como mentalmente em tal gosto.
Ontem quando confrontada com mais uma facada do ministério da educação, tudo num ápice se tornou questionável. Tanta dedicação, tanto sacrífico e o que é certo é que lutamos por um futuro melhor e esse futuro é fraco não só a nível financeiro, a nível de expectativas e principalmente está a tornar-se uma frustração lutar contra a corrente.
Nunca me gostei de render ao mínimo, sempre quis e quero mais, lutando todos os dias por ser melhor.
Ser funcionária de um ministério que ensina a ser incorrecto entre pares, a premiar não se sabe bem ainda quem nem como e ainda por cima a dar como prespectiva uma progressão na carreira que a chegar ao topo tem um vencimento menor daqui a trinta anos, que um docente reformado hoje, é tudo menos aliciante.
Este país promove cada vez menos a luta pelo mérito, pelo que é justo e sensato.
Pena não ter percebido mais cedo desta falsa ilusão, ou desta falsa estabilidade. Hoje não interessa ser melhor, apenas astuto e envolver-se com as pessoas certas. Lutarmos nós por ser melhores não chega.
Começo a sentir uma brisa de mudança!
Hoje em consoada de reis só lhes peço para ser iluminada por uma estrela santa e certa do caminho que devo seguir.








